Viajar é bom, viajar de graça é melhor ainda!

Olá amigos da Finansfera, 

Acabei de voltar de uma viajem pela Bahia, e o melhor, De graça!!! (Ta bom, quase de graça)

A grande sacada é que comprei as minhas passagens de avião com pontos do cartão. Veja aqui o post quando comentei a respeito. Assim, paguei apenas as tarifas, a hospedagem e despesas da viagem. 

Acabei gastando bastante com hotel e despesas de viagem, dado que peguei um hotel beira-mar e fiz vários passeios pela Bahia. (Claro que gastei tudo que pude no cartão para ganhar mais pontos)

Alguns lugares que conheci :

Trancoso
Arraial d’ajuda
Porto Seguro

O Fato é que, dado o alto custo das passagens aéreas no Brasil, se tivesse pagado as passagens para mim e minha esposa, a viagem ficaria por mais que o dobro que ficou.

O melhor de tudo, é verificar que meus pontos do cartão já voltaram a subir e acredito que ano que vem já será possível realizar outra viagem com pontos!

Por essas e outras é que utilizo o cartão de credito para pagar TUDO que é possível. Se for comprar uma bala e aceitar crédito, eu passo  cartão! 

Aí vem sempre aquele parente desdenhando “Nossa, mas você passa tudo no cartão? Não tem dinheiro pra nada!” Ou ” Você ainda vai perder o controle financeiro e vai se ferrar com o juros” Ou ate mesmo “Para de ser mão de vaca e paga com dinheiro”. Depois, esses mesmo ficam dizendo que sempre queriam ir para esse ou aquele lugar mas que a passagem de avião é muito cara para ir.


Dividendos Recebidos e Compras Junho/2017

Fala galera,

um motivo para alegria, meus rendimentos mensais estão aumentando cada dia mais!

Este mês totalizei R$ 74,08, é o maior rendimento já recebido por mim em um mês. Segue valores:

FIIP11B R$ 12,62
MXRF11 R$ 15,30
HGCR11 R$ 27,00
BBPO11 R$ 15,28
EDGA11 R$ 3,88
TOTAL R$ 74,08

Porém, tive uma decepção com a queda de distribuição do EDGA11, minha aposta neste caso foi errada… Realmente não vale a pena comprar Vacância.

Pelos meus critérios, ele passou a ficar fora da minha carteira, vendi sem dó.

Com o valor da venda e o aporte deste mês, comprei 26 cotas do KNIP11 a fim de aumentar ainda mais meus rendimentos do mês que vem. Não vejo a hora de ultrapassar os R$ 100 de rendimentos!!! 

É isso, até o fechamento do mês.

Um abraço e sucesso!

 

 

A Economia que não compensa (por que continuei com meu seguro atual)

Bem amigos da finansfera, hoje irei comentar um pouco do por que acabei optando pelo meu seguro de carro atual.

A renovação do meu seguro ficou R$ 2100 com minha atual seguradora (Azul seguros), e continuou sendo a cotação mais barata que achei frente às demais seguradores clássicas do mercado:

  • Bradesco (R$ 3300)
  • Porto Seguro (R$ 3500)
  • Itaú Seguro (R$3600)
  • Yasuda Marítima (R$ 3900)
  • SulAmérica (R$ 5500)

Porém, mesmo com a cotação da AZUL de R$2100, achei caro,  visto que este valor equivale a 8% do valor do meu carro.

Tentando baixar este valor de seguro para um patamar de no máximo (5% do valor de meu carro, encontrei a YOUSE. Eles oferecem um pacote de seguros personalizado, onde você conta com os seguros básicos (Roubo, Desastres Naturais, e Perda Total) e vai adicionando os serviços que acredita serem úteis pra você, como Guicho, socorro 24h,  carro reserva, etc.
É muito fácil e intuitivo montar seu pacote de seguros, e no final meu pacote ficou 10 x 170 = R$ 1700.
Ainda não era o valor que queria, mas já correspondia a 6,5% do valor do carro, 1,5% a menos que os seguros tradicionais.

 

Mas por que optei por continuar com meu seguro na AZUL?

A YOUSE não possuí uma modalidade que acredito ser essencial, os Danos Materiais à Terceiros. Isso significa que caso venha a bater em algum carro ou moto terei que arcar com o prejuízo pois o seguro não irá cobrir os danos.

Não que eu goste ou queira ficar batendo nos outros carros a lá carrinho de bate-bate, mas são coisas que acontecem quando você menos espera, principalmente com quem mora nas capitais e regiões metropolitanas. Aqui onde moro o risco de você desviar de um buraco, ou de uma pessoa atravessando a rua e atingir o carro do lado é altíssima, isso quando não aparece um motoqueiro kamikaze do nada ao seu lado bem quando você está convergindo de faixa.

Acredito que se morasse em um cidade tranquila do interior, dificilmente renovaria meu seguro com a AZUL, mas aqui em São Paulo, prefiro gastar 400 reais por segurança, do que ter de arcar com um prejuízo maior.

tumblr_lp42hwn3pm1qbwoopo1_500Não que eu saia por ai batendo em todo mundo, mas vontade não me falta! hahaha


DICA: Aumente o valor de reembolso dos Danos Materiais a Terceiros.

Essa cobertura vem muitas da vezes configurada com o valor mínimo R$ 50.000 de danos materiais à terceiros. Mas na boa, que carro que custa isso hoje em dia? Pelo menos aqui na região onde moro, meu carro é o mais rebinha e não é difícil encontrar carro superiores a 100 mil reais. Um dia desses, parado no semáforo, realizei uma amostragem com os carros em minha volta e contei 8 carros entre 20 e 50 mil, 6 entre 50 e 100mil, e 2 com valor maior que 100mil.
Assim, cheguei a conclusão que 100 mil seria um valor adequado para reembolso. Esse aumento de valor em minha cobertura deixou o seguro apena 30 reais mais caro. Não sei o que vocês acham, mas acredito que vale muito a pena pagar 30 reais a mais para uma cobertura de 50mil a mais!

Um abraço e sucesso a todos!

 

OBS: Essa publicação não é patrocinada, é apenas uma divulgação de dados e experiências de uma situação cotidiana real vivida pelo autor.

 

Dinheiro e Lastro

Por esses dias, estava explicando a um colega os benefícios do uso dos bitcoins e de sua popularização e disseminação mundo a fora.
Quando mencionei que com BitCoin seria impossível “fabricar” mais bitcoins pois seu número de moedas é limitado por algoritmos computacionais, e que isso iria acabar com o modelo bancário que temos hoje em dia, pois somente o proprietário do dinheiro poderia emprestá-lo e cobrar juros por ele, evitando a multiplicação do dinheiro sem lastro, gerando assim inflação, recebi uma argumentação surpreendente:

“Mas Bitcoin não é lastreado em nada? Por que dar valor a uma coisa sem lastro?”
Pode até não ser tão surpreendente assim pois muita das pessoas não tem conhecimento sobre a maquina financeira mundial, mas me surpreendeu por essa argumentação vir de uma pessoa coordenadora de área de uma grande instituição financeira e por isso resolvi escrever este artigo

 

Afinal, O que é lastro?

Economicamente falando, lastro significa a garantia implícita de um ativo.
Ex: Um contrato de imóvel é apenas um papel porém é lastreado em um imóvel físico que é a garantia do não cumprimento do contrato, é isso que dá valor ao papel.
Mas vamos primeiramente entender a adoção do papel moeda.

 

A adoção ao papel-moeda

Após a era dos impérios e até um pouco depois da realização das grandes navegações, toda a riqueza era adquirida e trocada através de moedas de ouro e prata.
Como a descoberta das américas, a Europa recebeu uma imensa quantidade de ouro vindo do recém descoberto continente. Isso causou um efeito inflacionário em todo velho continente! Era muito mais ouro que se podia gastar, não havia produtos suficientes para tanto ouro em circulação.

Quem se deu bem nessa história foi a Inglaterra, que em plena evolução Industrial tinha os produtos que literalmente “valiam ouro”, sua moeda de troca já era o nosso famoso “papel-moeda”.

 

O lastro-ouro
Segundo David Hume, criador da teoria lastro-ouro, um papel-moeda necessitava ter um limite, e esse limite deveria ser a reserva de ouro do banco ou da entidade financeira local. Essa teoria foi adotada em toda Ingraterra, a libra era feita de papel, porém lastreada em ouro e poderia ser convertida em ouro em qualquer banco do país.

De acordo com a teoria aplicada ao comércio internacional os países superavitários sofreriam processos inflacionários, enquanto que nos países deficitários os preços se moveriam em sentido inverso, até que se restabelecesse o equilíbrio.

Operando no regime de padrão-ouro, o banco central de cada país deveria manter uma grande parte de seus ativos de reserva internacional sob a forma de ouro. As diferenças entre as reservas de ouro sob a propriedade de cada país refletia, portanto, as suas necessidades comerciais. Isto porque, nesse padrão, os fluxos de ouro financiavam os desequilíbrios nas balanças de pagamentos de cada país. Se um país fosse deficitário em sua balança de pagamentos, isto é, se a soma de bens e serviços importados do exterior fosse superior à soma de bens e serviços exportados pelo país, este deveria corrigir o déficit exportando ouro. Os países superavitários, por sua vez, tornavam-se importadores de ouro.

O Padrão-ouro vigorou de 1870 até 1914 com o inicio da primeira Guerra Mundial, período em que o Reino Unido era a potência hegemônico e impunha esse padrão aos demais países que tinham alianças comerciais.

Com o fim da primeira guerra, os EUA surgem como nação dominante e o padrão libra-ouro (1870 – 1914) dá lugar ao padrão dólar-ouro .

 

O fim do padrão Ouro

Em 1971, os EUA extingue o lastro de sua moeda ao OURO e passa a criar papel moeda de forma totalmente livre. Nessa nova teoria adotada pelos EUA, a base econômica para a fabricação de papel-moeda não deveria ser o Ouro e sim o conjunto de todas riquezas produzidas no País (o que conhecemos como PIB).
Porém, essa teoria não impede que eventuais intervenções possam ser tomadas pelos bancos centrais e é o que vemos acontecer em diversos países mundo a fora (inclusive aqui no Brasil). A geração de dinheiro incontrolável, sem base em nenhuma matéria natural, como o ouro, ou em algum conjunto de riquezas só gera Inflação.

Não adianta possuir dinheiro sem que existam produtos suficientes que possam ser adquiridos. O papel moeda como conhecemos hoje só tem valor por que pode ser trocado por produtos e serviços, não existe nenhum tipo de lastro.