Riqueza – Outubro/2016 (R$ 21.312,80 ou +11,15%)

Olá Galera!

Este mês tivemos uma leve queda da taxa SELIC, que foi de 14,25% para 14%. Apesar de ser um valor pequeno, tenho percebido que o mercado está acreditando muito em uma queda ainda maior, o que tem feito as taxas de investimentos despencarem. Um exemplo disso foi o Tesouro Pré-fixado que caiu a uma taxa pré-fixada de 11%.

No entanto, para o juros caírem ainda mais, creio que necessite de uma inflação em queda, e apesar do relatório do BC anunciar essa queda, não é o que tenho visto no mercado. O governo até tentou abaixar a inflação no braço e “diminuiu” o preço dos combustíveis, porém o que realmente aconteceu foi uma alta no preço dos combustíveis ao consumidor final.

Mas vamos ao que realmente interessa, à evolução da riqueza!

Dados esses dados, investi menos em renda fixa este mês, e optei por iniciar meu investimentos em ações e Fiis

 

COMPRAS

Renda fixa – Tesouro
R$ 1.061,66 no SELIC 2021

Ações
6 ações do Itaú (ITUB3) a 31,49 cada + R$4,40 de custos, perfazendo um preço médio de R$32,22/cada

Fii
5 ações do Hotel Maxinvest (HTMX11B) a 119,99 + $9,90 de custos, perfazendo um preço médio de R$121,98/cada

 

FECHAMENTO

Renda fixa – Tesouro

Adicionei uma coluna com o valor total de compras para deduzir e calcular o valor real dos juros rendidos, que este mês foi de 1,45% juntando todas as aplicações do tesouro.

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Ações
As ações do Itaú chegaram a bater R$ 34 este mês, mas fechou em R$32. É mais do que eu paguei por elas, porém se formos considerar o preço médio (preço da ação + custos), sai perdendo.

Lição aprendida, compre bastante ações para diluir o preço médio 🙂

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Fii
Mesma coisa das ações, se for considerar o preço médio, sai perdendo este mês. Contudo ganhei experiência hehehe

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Meta Aposentadoria
Apesar dos meus resultados negativos com as ações, isso não interferiu na minha meta de aposentadoria que segue firme a passos bem mais largos que o previsto

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É isso pessoal, um grande abraços a todos! 😉

Dinheiro e Lastro

Por esses dias, estava explicando a um colega os benefícios do uso dos bitcoins e de sua popularização e disseminação mundo a fora.
Quando mencionei que com BitCoin seria impossível “fabricar” mais bitcoins pois seu número de moedas é limitado por algoritmos computacionais, e que isso iria acabar com o modelo bancário que temos hoje em dia, pois somente o proprietário do dinheiro poderia emprestá-lo e cobrar juros por ele, evitando a multiplicação do dinheiro sem lastro, gerando assim inflação, recebi uma argumentação surpreendente:

“Mas Bitcoin não é lastreado em nada? Por que dar valor a uma coisa sem lastro?”
Pode até não ser tão surpreendente assim pois muita das pessoas não tem conhecimento sobre a maquina financeira mundial, mas me surpreendeu por essa argumentação vir de uma pessoa coordenadora de área de uma grande instituição financeira e por isso resolvi escrever este artigo

 

Afinal, O que é lastro?

Economicamente falando, lastro significa a garantia implícita de um ativo.
Ex: Um contrato de imóvel é apenas um papel porém é lastreado em um imóvel físico que é a garantia do não cumprimento do contrato, é isso que dá valor ao papel.
Mas vamos primeiramente entender a adoção do papel moeda.

 

A adoção ao papel-moeda

Após a era dos impérios e até um pouco depois da realização das grandes navegações, toda a riqueza era adquirida e trocada através de moedas de ouro e prata.
Como a descoberta das américas, a Europa recebeu uma imensa quantidade de ouro vindo do recém descoberto continente. Isso causou um efeito inflacionário em todo velho continente! Era muito mais ouro que se podia gastar, não havia produtos suficientes para tanto ouro em circulação.

Quem se deu bem nessa história foi a Inglaterra, que em plena evolução Industrial tinha os produtos que literalmente “valiam ouro”, sua moeda de troca já era o nosso famoso “papel-moeda”.

 

O lastro-ouro
Segundo David Hume, criador da teoria lastro-ouro, um papel-moeda necessitava ter um limite, e esse limite deveria ser a reserva de ouro do banco ou da entidade financeira local. Essa teoria foi adotada em toda Ingraterra, a libra era feita de papel, porém lastreada em ouro e poderia ser convertida em ouro em qualquer banco do país.

De acordo com a teoria aplicada ao comércio internacional os países superavitários sofreriam processos inflacionários, enquanto que nos países deficitários os preços se moveriam em sentido inverso, até que se restabelecesse o equilíbrio.

Operando no regime de padrão-ouro, o banco central de cada país deveria manter uma grande parte de seus ativos de reserva internacional sob a forma de ouro. As diferenças entre as reservas de ouro sob a propriedade de cada país refletia, portanto, as suas necessidades comerciais. Isto porque, nesse padrão, os fluxos de ouro financiavam os desequilíbrios nas balanças de pagamentos de cada país. Se um país fosse deficitário em sua balança de pagamentos, isto é, se a soma de bens e serviços importados do exterior fosse superior à soma de bens e serviços exportados pelo país, este deveria corrigir o déficit exportando ouro. Os países superavitários, por sua vez, tornavam-se importadores de ouro.

O Padrão-ouro vigorou de 1870 até 1914 com o inicio da primeira Guerra Mundial, período em que o Reino Unido era a potência hegemônico e impunha esse padrão aos demais países que tinham alianças comerciais.

Com o fim da primeira guerra, os EUA surgem como nação dominante e o padrão libra-ouro (1870 – 1914) dá lugar ao padrão dólar-ouro .

 

O fim do padrão Ouro

Em 1971, os EUA extingue o lastro de sua moeda ao OURO e passa a criar papel moeda de forma totalmente livre. Nessa nova teoria adotada pelos EUA, a base econômica para a fabricação de papel-moeda não deveria ser o Ouro e sim o conjunto de todas riquezas produzidas no País (o que conhecemos como PIB).
Porém, essa teoria não impede que eventuais intervenções possam ser tomadas pelos bancos centrais e é o que vemos acontecer em diversos países mundo a fora (inclusive aqui no Brasil). A geração de dinheiro incontrolável, sem base em nenhuma matéria natural, como o ouro, ou em algum conjunto de riquezas só gera Inflação.

Não adianta possuir dinheiro sem que existam produtos suficientes que possam ser adquiridos. O papel moeda como conhecemos hoje só tem valor por que pode ser trocado por produtos e serviços, não existe nenhum tipo de lastro.